Jornalista chinês é condenado a 15 anos de prisão por ‘manchar imagem’ do Partido Comunista

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PEQUIM – Acusado de ter “manchado a imagem” do Partido Comunista chinês em seus textos, o blogueiro e jornalista Chen Jieren foi condenado a 15 anos de prisão por um tribunal de Guiyang, na província central de Hunan, segundo o site da corte. Chen havia trabalhado no Diário do Povo, veículo oficial do PC, além de outros meios estatais, como o Diário de Pequim, o Diário da Juventude Chinesa e o Semanal do Sul da China.

Demitido dos três veículos por escrever reportagens de denúncia contra os governos local ou central, o jornalista criou seu próprio blog, onde continuava a publicar comentários e reportagens investigativas sobre o governo chinês e sua conduta. Ele foi formalmente acusado de “comprar brigas, causar problemas, extorsão, operações comerciais ilegais e suborno”.

Na China, a acusação de “comprar brigas e causar problemas” é frequentemente utilizada para punir dissidentes do regime. Além dos 15 anos de prisão, o jornalista também precisará pagar uma multa de mais de 7 milhões de yuans (R$ 5,4 milhões). Seu irmão, Chen Weiren, também foi considerado culpado de “comprar brigas” e suborno, o que lhe rendeu 4 anos de prisão e uma multa de 10 mil yuans (R$ 7,7 mil).

Segundo o tribunal, Chen teria “utilizado a internet para publicar informações falsas ou negativas, exagerar certos incidentes de forma maliciosa e manchar a imagem do partido e do governo, dos órgãos judiciais e seus empregados”. A Justiça disse ainda que ele, sua ex-mulher e três outras pessoas compunham uma “força maligna” que arrecadou ilegalmente 7,3 milhões de yuans (R$ 5,6 milhões) com suas atividades.

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